quarta-feira, setembro 05, 2012

Contra a Corrente


If you should wake to find you're abandoned
And the road you've traveled
Leads to a dead end
When death creeps in to play it's part

You must follow your heart
You must follow your heart



O pior de tentar seguir o próprio coração não é nadar contra a corrente, eu acho, até porque o desafio motiva a gente a continuar em frente, mas eu acho que correr muito atrás de alguma coisa faz a gente perder o senso do ridículo e esquecer o porquê do que a gente tá fazendo e aí no final vira tudo uma grande obsessão sem motivo aparente.

Ok, vamos começar de novo?

Eu acho bonito acreditar no que a gente sente e seguir o coração. Eu faço isso. Eu recomendo que façam isso. Mesmo que isso signifique ir contra o que todo mundo pensa, eu acredito que nossa intuição e nossos sentimentos são mais importantes do que a opinião alheia. Acho super válido nadar contra a corrente por causa de uma coisa que queiramos muito e que sentimos que é correto buscar. Mas percebo que muitas vezes a gente vai atrás de coisas que não valem a pena e com o tempo permanecemos naquela busca antiga e não mais prazerosa, que virou sem sentido, desnecessária, mais por questão de honra do que por vontade.

O ponto em que eu quero chegar é: sigam sempre vossos corações, porém tenham senso do ridículo.


Porque eu não tenho, e isso me machuca muito.

#fikdik


sexta-feira, agosto 31, 2012

.você.

continuo triste
por pensar em você
por gostar de você
por querer estar com você
você
você
você


não é certo alguém deixar a gente tão triste.

não é você quem me deixa triste, sou eu mesma, por me deixar entristecer por você.

mas é sincero

deturpo todos os sentidos
da forma como gostaria que fossem
escolho as suas palavras
coloco-as na sua boca

fantasio, sonho
finjo, minto
me engano -
um gesto um tanto enfadonho,
medonho,
porém reconfortante.

reinvento prazos
escolho nomes
ao fechar os olhos te chamo
mas você nunca responde

acredito, espero
respiro, almejo
te desejo -
com uma força que nem sabia que tinha,
que não era minha,
era de quem, então?

lhe concedo humildemente a permissão
de gostar de mim
por mais que seu coração o proíba
e se houver intriga,
demando um julgamento
sobre a tua razão contra todo o meu sentimento.

(que não é grande, mas é sincero)



terça-feira, agosto 28, 2012

Avante!

Lá estava eu absurdamente descrente em tudo neste fatídico dia. Todo mundo torcendo pra você resolver as suas coisas e ninguém parou pra pensar que dependendo de como suas coisas fossem resolvidas, eu ficaria completamente de fora de tudo. Eis que surgiu um salvador, que com uma simples frase mudou meu humor: "torço por ti". Então não é absurdo acreditar em mim mesma, acreditar nas minhas próprias opiniões e ignorar o raciocínio lógico alheio de que eu vou me foder de qualquer jeito? Não. Absurdo é deixar de acreditar em si mesmo. Mas é tão difícil quando ninguém mais acredita...

Foi o melhor presente que recebi. Enquanto alguém acreditar em mim, eu seguirei em frente. Não existe batalha totalmente perdida, a gente sempre aprende alguma coisa.

quarta-feira, agosto 22, 2012

Entranhado

Não me lembro de como dormi, mas quando acordei você estava entranhado em mim. Sim, entranhado, não tem como definir isso de outro jeito, aquilo não era apenas um abraço. Você me abraçou de conchinha como se tivesse dado um nó com seus braços em volta do meu corpo, e prendeu minhas pernas com as suas, tudo encaixando em perfeita harmonia, sem folgas, sem peças frouxas, sem defeitos. Isso era você entranhado em mim. Pela manhã. No dia do seu aniversário.
Tentei levantar mas você me puxou pelo menos umas três vezes de volta pra cama. Claro que não foi preciso nenhum esforço, já que eu não queria sair de lá. É engraçado como de repente um estranho vira uma pessoa entranhada em você e você não quer que ele saia dali. Nunca mais. O mundo poderia ruir e se deteriorar e lá estaria eu, com você entranhado em mim, pouco me importando, contanto que você continuasse ali.
É bem provável que se não houvesse nenhum compromisso a ser resolvido, ficaríamos dias da mesma forma, com os corpos colados um no outro, sem que fosse necessário dizer alguma coisa. Ficaria no lugar do mundo um vazio (ou qualquer coisa, pouco importa) e no meio de tudo nós dois, deitados, entranhados.
É realmente muito engraçado como um estranho pode acabar se infiltrando na vida da gente e virando uma coisa que não tem definição mas que é tão especial que é como se não houvesse mais nada além disso.
Eu não preciso de nada quando estou perto de você. Qualquer coisa me basta, porque você já está ali e não tem como alguma coisa ser ruim se você estiver inserido nela. O menor do seu toque me arrepia por inteiro e os seus beijos nunca ficam sem sabor. As suas mãos me enlouquecem sem o menor esforço e por mais que eu tente escapar eu não consigo resistir a você (sim, eu venho tentando resistir a você já faz algum tempo).
Por mais que tentemos racionalizar a situação e fugir dela, no final pouco importa, nos deitamos e colamos nossos corpos, com movimentos quase que ensaiados, até a exaustão, ignorando o pulsar de nossos corações, ignorando qualquer probabilidade, deixando existir somente aquele minúsculo pedaço de mundo, onde existe apenas a cama e nós dois, entranhados um no outro.

quinta-feira, agosto 16, 2012

Samba, Maiarinha!

Havia um menino (sim, menino, creio que não existam mais homens). Havia uma ex-namorada. Havia um plano. Ele pensou em mudar o plano, ou desistir, eu disse que não, que planos devem ser cumpridos para que não nos arrependamos depois de não termos feito o que gostaríamos e aí começa a ladainha do "e se" e   não adianta nada não ter seguido com o plano.

O plano continuou.



Algo vai acontecer neste final de semana.




Eu estou tirando o meu da reta.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Menino do Juazeiro


Nunca divulguei a história do menino do Juazeiro. Nunca escrevi seu nome em nenhum lugar online, inicialmente porque o nome dele é insuportavelmente esquisito, posteriormente à pedido dele.
Eis que resolvi enunciar os fatos, para a posteridade:
Conheci menino do Juazeiro em um avião. Voltava da Campus Party 4 (2011) e vestia minha camiseta do Wally com um short preto e um all star vermelho. O all star vermelho chamou a atenção do menino do Juazeiro, que estava a algum tempo sentado ao meu lado (possivelmente desde Brasília) quando o lanche aéreo foi servido. Eu não havia reparado no menino do Juazeiro, eu nunca reparo nas pessoas, porque simplesmente não gosto de conhecer pessoas novas e das poucas vezes que o fiz, nada me foi acrescentado. Quando o lanche foi servido, porém, o menino, inventivo que o é, se viu munido de um guardanapo e uma caneta. Eu estava ouvindo música com fones de ouvido e resolvendo problemas de lógica e de sudoku numa revistinha qualquer de palavras cruzadas. Recebo um bilhete vindo da pessoa sentada a apenas alguns centímetros de mim - repito, não havia reparado quem havia se sentado ao meu lado - perguntando se a pessoa interessante do all star vermelho estava indo a Palmas a passeio ou se morava lá e o que eu estava ouvindo. Achei curioso e idiota ele se interessar pelo meu all star, como se em Palmas não houvesse ninguém que tivesse all star, já que estávamos em 2011 e Palmas já era relativamente parecida com as outras cidades. Respondi que estava ouvindo "Offspring, Garbage e Cake", que morava aqui e que estava voltando da Campus Party, aproveitei e perguntei o que ele ia fazer em Palmas, pois acabava de perceber que ele era bonitinho. Ele me contou que morava há pouco tempo aqui e que vinha de Juazeiro - CE (lugar do qual eu nunca havia ouvido falar) pois passou em um concurso. Trazia a família para conhecer a cidade. Eu contei que era psicóloga. Não me lembro do que mais conversamos, mas ele fez uma charada idiota (que nunca me lembrei de perguntar o que significava) e trocamos telefones. Conversamos mais um pouco (desta vez com as bocas, não com as mãos), desci para pegar minhas inúmeras malas, encontrei meus pais e me perdi na inebriante narrativa de minha aventura da #CPBr4 com eles. Não sei quantos dias depois resolvi perguntar por mensagem ao menino do Juazeiro se a família dele havia gostado da cidade, fiquei meio que compadecida dele não ter amigos aqui e bom, ele era bonitinho e eu nunca havia provado o tempero cearense. Ele não respondeu a mensagem, e não me lembro se liguei do meu celular ou de outro perguntando por ele, mas rapidamente desisti e nunca mais entrei em contato. Ele também nunca me procurou.
Meses depois comecei a namorar e sequer lembrei o que era Juazeiro, avião ou Campus Party (podem conferir que não tem nenhum post no blog,rs). Um ano e pouco depois meu namoro terminava de forma ridícula e idiota - assim como começou, assim como sempre foi - e emagreci 12kg por vomitar tudo o que comia por duas semanas e chorar sem parar. Quando comecei a me recuperar, fiz minha tatuagem e comecei a me achar bonita de novo, decidi que precisava me desvencilhar do ex e pegar o primeiro cara que me aparecesse. Não havia ninguém interessante em lugar nenhum, e eu já tinha parado de criar gado, então não sabia pra quem ligar. Pedi pra amigos me indicarem homens solteiros e quase entrei no Badoo e no Bate Papo Uol, tamanha era a minha vontade de esquecer o ex.
Resolvi brincar de 12345meia78 e comecei a percorrer minha agenda telefônica. Lá estava ele: "Fulano Avião" (continuarei sem divulgar o nome da criatura). Não quis ligar, enviei uma mensagem no mínimo tosca dizendo que estava organizando os contatos da minha agenda e queria saber da onde conhecia ele pois não me lembrava (claro que me lembrava, estava escrito "avião", porra). Não houve resposta. Alguns minutos depois meu telefone tocava: era o menino do Juazeiro perguntando se eu realmente não me lembrava dele. Eu disse que não, e que queria saber de onde o conhecia para saber se deveria apagar o telefone ou não. Ele disse que achava que sabia de onde (ele sabia de onde, sempre soube, sempre teve meu telefone gravado no celular, ficou fazendo esse charme idiota), que suspeitava que havíamos nos conhecido a não sei quantos mil pés de altura. Eu me fiz de desentendida e ele perguntou qual era a cor do meu tênis, ao que respondi "vermelho", coincidentemente a mesma cor que estava meu rosto naquele momento.
Pronto, estava armado o teatrinho que eu precisava. Paixão gerada no avião, um símbolo que representava aquele momento (o maldito all star) e todo o clima de ~sedussaum~ gerado naquela conversa. Ficamos alguns dias conversando por sms até que ele me convidou pra almoçar. Eu disse a ele que era desprovida de veículo próprio e que trabalhava perto da rodoviária, perguntando se seria um problema ele me buscar. Cafajeste que é, respondeu que mandaria uma limusine. No dia do almoço eu não sabia como me portar, suava frio e meu estômago doía, depositando toda a minha fé de relacionamentos fracassados naquela única oportunidade de ter habilidades de atrair alguém novamente. Não chegou nenhuma limusine, mas sim um táxi de bancos de couro, um motorista extremamente educado (sdds, Maurílio s2), o ar condicionado no talo e o aviso de que ele me esperaria no local escolhido (que ele não quis informar). Era o Cabana do Lago (restaurante típico maranhense da cidade, muito caro por sinal). Ele estava feio. Cabeludo, descuidado e feio. Me senti bem porque também estava mal cuidada. Pedi uma caipirinha pra aplacar o nervosismo e acabei ficando bêbada, só não sei se ele percebeu. Falei do término do namoro, do trabalho, se várias coisas, e foi engraçado quando ele tirou os óculos dele pra colocar os meus. Não senti nada, nem sequer atração. Achei ele legal e apenas isso. Cheguei 2h atrasada no trabalho. Meu ex veio falar comigo no Skype (ex tem o dom né?) e a partir daí só veio desgraça. O menino do Juazeiro me mostrou onde morava (na mesma quadra do ex) e várias vezes fui pra lá depois do trabalho conversar e ouvir ele tocar violão. Nunca nos beijávamos ou nos tocávamos, ele virou um amigo que estava me ajudando a voltar com o ex que havia reaparecido. Lembro-me que uma vez dormi no "sofá" (que na verdade é uma cama de solteiro) na sala dele e acordei com ele tocando violão e olhando pra mim. Eu senti como se nada pudesse me machucar e quis que aquele momento durasse pra sempre.
No dia em que finalmente beijei o menino do Juazeiro eu o havia carregado pra uma festa de uns amigos do tempo do colégio, e demoramos a noite toda para chegar nisso, até porque o ex ficou bêbado e me ligou em boa parte dela. Na manhã seguinte, ao chegar em casa, briguei com a minha mãe e tomei 2mg de Rivotril (4xs mais do que estou acostumada) e o menino me levou pro psicólogo (comecei a ir desde que terminei o namoro). Meu psicólogo percebeu que eu não estava em condição alguma de ir pra casa por conta própria e ligou pro meu ex (???) ir me buscar. Passei a manhã dormindo na casa do ex e depois fomos com nossos amigos pra uma cachoeira. Fiquei com o ex de casalzinho a tarde toda, e na hora de ir embora ele me disse que não ia me ver à noite pois ia sair pra comer a ridícula da menina que fingiu ser minha amiga e depois de me dizer que ia me ajudar a voltar com ele foi lá rebolar em cima do pau dele com outra garota. Pedi pros meus amigos me deixarem algumas ruas abaixo, na casa do menino do Juazeiro. Disse que não queria voltar com o ex. O ex desmarcou com a vadia e me chamou pra sair. Eu neguei. Dormi com Juazeiro no "sofá" abraçadinha, e nos tocamos brandamente no meio da noite, o que depois ele chamou de "sonho", negando  toda e qualquer intenção de se aproveitar de mim.
Não me lembro se nesse dia ou no seguinte, ou se antes, o menino do Juazeiro me contou que tinha namorada. Que sempre teve essa namorada, desde antes de me conhecer, que ela morava em outra cidade e que eles sempre namoraram à distância. Era um relacionamento aberto. De início não me importei, não queria nada com ele. Mal sabia eu que este era um sinal terrível de que ele não prestava nem pra troco de bala.
No dia seguinte, voltei pra casa dele, e aí sim nos beijamos e quando a coisa começou a esquentar, apesar da timidez e de todo o constrangimento de sentir outro homem me tocando que não fosse o ex, o dito cujo me liga. Todo o clima ruiu e fui me encontrar com ele. Algumas horas depois eu estava namorando de novo e menino do Juazeiro ficou alguns dias sem notícias minhas. Me ligou, mandou e-mail perguntando como estava a psicóloga rubroallstariana e se o namoro estava bem. Tentamos ser amigos, o que teria funcionado perfeitamente bem se eu não estivesse querendo as carnes dele o tempo todo. O namoro durou um mês de merda e fiquei solteira. Três dias depois estava lá eu mandando mensagem pro menino do Juazeiro, que estava na cidade dos pais da namorada a passeio. Chegou em Palmas e veio me ver. Ele tinha cortado o cabelo e deixado a barba crescer. Chegou com seu fiel companheiro, o taxista, e me levou pra jantar. Nunca achei alguém tão lindo em toda a minha vida. Tão charmoso. Preguei um atestado de burrice na testa e me apaixonei. Dormi na casa dele. No dia seguinte também. Fiz isso por vários dias. Nesse meio tempo ele conheceu meu irmão, minha mãe, meus amigos, e todos à minha volta suspiravam com os sorrisos que ele dava e com os discursos que ele fazia tão sabiamente. Ele me contou que havia outras mulheres, pelo menos umas três, que apareciam sedentas por sexo na porta dele e que eu dividia aquela cama não só com nossos momentos íntimos, mas com o resquício dos momentos íntimos de outras. Achei engraçado e perturbador, mas nada disse. Pouco tempo depois acabei confessando que gostava dele. Ele me disse que não sabia o que fazer com isso, pois amava a namorada e já estava envolvido demais com uma das outras amigas eróticas dele. Tentamos deixar como estava, mas ele se fechou e eu cada vez mais desejava dividir toda a minha vida com ele.
Um dia menino do Juazeiro viajou para ver a namorada e nunca mais apareceu. Liguei pra contar que havia conseguido um emprego e ele estava no Ceará. Não liguei mais. Esses dias resolvi ligar pra ele pra oferecer um vale do supermercado que preciso vender, e a conversa foi estranha, eu estava fria e ele estava sem jeito. Meia hora depois ele me mandou uma mensagem pra "tomar um suco e bater um lero", mas eu estava dormindo e só vi depois. Perguntei que dia, e ele disse que seria na hora em que ele mandou a mensagem, pois estava na frente do meu prédio. Eu disse que ele podia ter interfonado, ora bolas, e então ele não disse mais nada.
Hoje o contato dele no meu celular é "Ninguém". Não consigo me lembrar mais do sorriso dele nem de seus discursos intermináveis. Talvez seja melhor assim.

sexta-feira, agosto 10, 2012

Ring Ring


Não sei até que ponto minha obsessividade é uma coisa ruim e até que ponto é uma coisa boa. Muitas vezes acabo me prevenindo e tendo vantagem em algumas coisas, mas algumas vezes ela me deixa absurdamente surtada. Eu simplesmente não consigo conceber a ideia de uma pessoa ser sem consideração com a outra, e isso faz com que se inicie uma rage dentro de mim cada vez que preciso passar por uma situação dessas.
Por exemplo, se você me ligar e eu não puder atender, eu vou te retornar depois ou te enviar uma sms/DM/recado no FB. Muitas vezes faço isso até com pessoas que não me são importantes, ou que não me são nada, apenas por consideração ao ser humano que aquela pessoa é.
Tudo bem, eu entendo que tem gente muito mais louca do que eu por aí que sai ligando 15 mil vezes pra outra e por isso a outra decide não atender, mas gente, o que aconteceu com o "não me ligue mais?!".
Sabe, é uma coisa tão simples avisar a outra pessoa que ela está te incomodando e que você prefere não falar mais com ela por um tempo, pelo menos até ela conseguir algum cargo público importante para que você possa lembrá-la de como são bons amigos e de como você precisa de um emprego/aceitação de projeto/etc.
Já falei tantas vezes pra certas pessoas que prefiro não falar com elas (de forma cruel, muitas vezes) e elas entenderam, e quando minha raiva/mágoa passou, voltamos a conversar, que seja esporadicamente. Já aconteceu também de algumas pessoas me avisarem que não tem mais como conversar/conviver comigo, e me segurei mais do que a vida pra não ligar pra elas, até a vontade passar.
O que eu não entendo é ignorar, é o desprezo ser tão grande pelo outro ser humano que você prefere alimentar a doença obsessiva dele e permitir que ele acredite que um dia você irá atender do que simplesmente dizer "não dá mais, não me procure."
Por muito tempo eu fui do tipo que ligava em todos os números, diversas vezes, até a pessoa atender. Eu não conseguia aceitar que alguém no mundo não iria querer falar comigo (pfv neah). Quando eu aceitei o fato de que ninguém é importante o suficiente para esta perda de tempo e de que muitas vezes quando relaxamos e deixamos as coisas pra lá, elas é que vêm atrás da gente, parei de ligar.
Minha obsessividade virou o inverso: não ligar. Não ligo até a última oportunidade, até não ter como dar voltas pra conseguir uma resposta. Envio sms/DM/recado no FB. Se for importante demais e a pessoa não responder, pode ser que ela não teve como, então eu ligo. Se ela não atender e não for uma demanda profissional ou de vida ou morte, eu não ligo mais. Nunca mais.

Bom, talvez se um dia me sentir sozinha e bêbada eu até ligo, mas isso é histeria, não obsessividade.


PS: Ring Ring é o toque do meu celular. Beware.

 
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